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Tenda das almas perdidas - miguel westerbeg




Toda a minha vida foi uma viagem. Já me perdi milhares de vezes e me tornei a reencontrar, nos mesmos lugares que antes me eram estranhos. Atualmente estou a viver no estado de Pernambuco numa pequena cidade por nome de Ipubi, porem dei a esta cidade o nome de Paraíso Perdido.
Mas se fizer uma regressão de tempo de mais ou menos dois meses atrás, eu me encontrava na cidade de São Paulo a viver no centro, precisamente no bairro da Sé e trabalhar na Rua 25 de março como segurança, pelo período de um ano que dei por nome de prega-tório. Enfim, a minha vida se resume a isto mesmo, entre o céu, o prega-tório e o inferno.
Em toda minha vida sempre ouvira dizer que somos nós que fazemos as escolhas e que de terminamos a onde realmente queremos estar ou ir. Eu porem já penso o contrario e penso que digo isto por alguma experiência própria. Se a vida é à força de uma vontade própria ou de um acaso, então posso dizer que a minha tem menos acasos e mais atos de predestinação. Sinto como se uma força maior me levasse para onde eu menos desejo ir e outras vezes me desse algum repouso quando me leva de volta para os lugares que eu também um dia amei e queria voltar como é caso agora. Tem um porem, que nada é prefeito e se a perfeição existisse então eu poderia dizer que me encontro atualmente no paraíso e não no Paraíso Perdido.
Reconheço que, para afirmar tal fato, terei que viver em plena harmonia com a terra, e com o povo, que é a regra numero um. Existe outro porem, que me é difícil fugir da solidão, melhor dizendo, estou sempre só. Uma pessoa que já viajou por tantos lugares, que já conheceu milhares de pessoas, no fim acaba por reconhecer que esta condenado a estar só ate ao fim da sua vida. Não importa a onde você esteja e se tem alguém que vos queira ajudar, uma coisa você ira entender que a solidão que falo é nada mais do que a sua própria solidão interior. Você compreendera que tudo discerne, mas já mais será discernido pelos outros. Um amigo meu que se empenhou a me ajudar, me diz constantemente, que eu posso entender das coisas transcendentais, porem o que toca as coisas terrenas, só ele me pode dar as coordenadas certas. Ele vive a vida da melhor forma possível, aproveitando o lado materialista e crescendo com ele.  
Avaliem isto e vejam com os vossos próprios olhos, ou melhor, tentem entender como é grande a minha solidão, pois todos os dias a minha vida é uma pagina nova que eu abro para compreensão da humanidade e do universo. Não é que eu dite as regras da vida, ela porem me deu uma natureza diferente que me faz constantemente pensar sobre tudo e todos. Então vocês poderiam dizer que sou um filosofo ou um sonhador, mas eu vos eu digo que se a humanidade parar de pensar, o nosso mundo perdera o que melhor tem: o sonho que comanda a vida. O pensamento esta ligado aos nossos sonhos, eles não se separam, eles vivem interligados, acreditem são um só. Analiso e chego a uma conclusão que o século 21 se apresenta de uma forma intrínseca, a humanidade atravessa um período negro da sua historia, período esse que chamo de perda de identidade. Olho para o mundo globalizado e reparo que a grande maioria dos jovens de hoje não tem um propósito sobre a vida e pouco ou nada tendem a idealizar sobre a construção de um novo mundo.
Felizmente poderei dizer que não foi tarde o meu despertar, levei quarenta anos para apreender que é urgente despertar deste longo sono que cada um de nós atravessa atualmente. Hoje sei que tudo que devo, só devo a minha persistência pela procura das respostas envolta de tantas duvidas. As minhas idas e vindas, os altos e baixos que tenho passado os sonhos que tive e que continuou a ter e são parte desta imensa sabedoria que deixo para vós todos. Acreditem se um dia eu tivesse oportunidade de voltar no tempo me seria difícil de escolher um determinado ano ou dia, todos os anos da minha vida me foram importantes de tal modo que uma viaje no tempo faria anular todo meu saber e felicidade. Houve anos pelos quais passei que me foram difíceis, mas todos eles são a chave da porta em que atual me encontro. Hoje, no lugar que chamo de paraíso perdido, me assentei para redigir os meus pensamentos e quão grandes são eles. Atualmente o universo me deu essa tão grande oportunidade que é de poder me sentar por horas a fim e reescrever e tornar a reescrever cada um dos meus pensamentos os quais anteriormente eram apenas sonhos que muita gente dizia serem impossíveis de se realizarem. Alguém poderá dizer: você ficou rico no sentido material? Não. Mas eu posso afirmar que tenho o que realmente preciso para continuar a sonhar e apreender com o universo que sempre esta em constante expansão. A chave de algumas das mais importantes respostas, respostas essas que podem ser a base para a construção de uma nova forma de pensamento, que eu chamo de pensamento global.
Sei que vim de uma família desestruturada, uma família pobre, mas foi agraciado com um dom que é de acreditar que o nosso universo tem muito mais para nos oferecer, tornei-me pai quando tinha 25 anos e todo o que quis para o meu filho e tudo que eu quero para todos. Que todos tenham conhecimento de causa e compreendam o realmente quer dizer justiça. Se as palavras se resumirem apenas ao que lemos, nada mais será do que palavras fúteis e sem sentido. Por isso para se compreender qualquer coisa, temos que compreender que sem conhecermos a raiz da arvore do conhecimento de nada nos vai servir e olhai que ela se esconde no ceio da terra. Analisando isto ao pormenor, vemos nitidamente que a grande maioria das respostas estão escondidas e que para conseguir por elas a luz do dia é importante que cada um de nós cave bem fundo ate conseguir compreender o que realmente deu origem e é ai que esta a chave de todo conhecimento.
Façamos então uma viagem no tempo, uma viagem para lá de tudo que pode ser ainda tão mal compreendido, uma viagem ao seio da terra, no dia que Deus criou todas as coisas e entre elas arvore da sabedoria a qual a humanidade se sentiu tentado e por ela se entregou. Imaginemo-la como uma arvore comum e se isso nós o fizermos, vai criar em nós um descontentamento profundo que de é saber que a arvore da vida, nada mais era do que uma simples arvore. Então nasce uma interrogação e essa mesma interrogação que me leva a compreender que foi o que fez com que nos humanos nos debatêssemos com o simples fato de ela ser tão especial para com Aquele que nos criou e ao mesmo tempo tão insignificante para nós humanos. Isto por certo em causa a nossa forma de visualizar o universo que ate então era tão diferente do universo que atualmente vivemos. Alguém poderá dizer: então a desobediência dos homens teve apenas um só fundamento, que foi o de se ter interrogado? Não posso afirmar tal coisa, mas posso tentar compreender que cada vez que um ser humano se interroga nasce à vontade de se ir bem mais longe do que tudo aquilo que os nossos olhos nos estão apenas a ver. Uma arvore apenas, igual a tantas arvores, mas que esta arvore tinha um porem que era arvore que tinha um nome diferente das outras arvores que estava em volta dela. Arvore da vida, ou melhor, dizendo arvore da sabedoria do bem e do mal. Aqui esta uma possível interrogação para nós homens, sim, uma palavra nova, o Mal. O que é mal? Se o ser humano nunca tinha experimentado tal coisa nem sabia o que queria dizer, logo ele entende que tinha também uma coisa que era comum a do seu Criador, o reflexo da Sua Própria imagem e algo muito mais profundo que é a Voz. Se observarmos os animais, chegaremos a um inteiro consenso que é em sim já sabido, que só nós produzimos sons e que esses mesmo sons imitem palavras. Entre elas o de nos interrogarmos. Logo e como os filósofos dizem: ”penso logo existo”. E foi aqui que a humanidade se debateu pela primeira vez consigo mesmo:
Quando se interroga a si mesmo e diz: - Quem sou eu?...  Haverá porventura algo mais profundo do que esta questão? O eu. Se analisarmos uma palavra que se diz constantemente em latim: “alter ego” e que quer dizer “o outro eu”, poderemos compreender melhor o que levou o ser humano a se interrogar sobre a primeira questão, “quem sou eu?”. Em resumo o alter ego define bem o comportamento que levou a humanidade a se exprimir sobre o seu Eu e que na verdade nada mais era do que “o outro eu” que estava como adormecido dentro do primeiro ser humano.
Isto nos leva a pensar sobre cada um de nós, pois existe em cada um de nós uma vontade de conhecimento próprio e leva nos acreditar que sendo nós também imagem Daquele que nos criou também essa mesma forma de criação já foi em si posta em nós. Por esse mesmo motivo o ser humano tende a se interrogar e através dessas mesmas as interrogações, ele especula sobre tudo o que os seus olhos enxergar e mais que involuntariamente ele tende a criar também. Mas afinal o que é realmente o “alter ego”? Ou melhor, dizendo na língua corrente: o outro eu? Estou convencido que o outro eu, nada mais é do que o nosso verdadeiro eu, o que faz com que cada um nós seja em si diferente. Iguais numa imagem humana, porem diferente na forma de se ver ou avaliar o universo que nos rodeia, por isso nos debatemos com as diferentes culturas em si existentes.
Neste universo que habitamos há em cada ser humano uma forma de ver o mundo que nos parece paralelo a outros universos que cada um em si acredita existir, o meu e o dos outros... O teu universo que pode ser um pouco parecido com o meu, porque em tudo isto a também um reflexo de uma imagem que desconhecemos e se constrói sempre que para ela nós olhamos. Cada reflexo é a construção de uma nova forma de pensamento que dá origem a uma nova civilização. Neste limiar e inicio de seculo em que uma nova forma de se fazer as coisas estão em andamento, cada um de nós tem como dever de fazer subremergir uma maior vontade do que aquela que tem existido. Vontade para algo graciosíssimo, se nós falta algo acredito que podemos encontrar nesse mesmo espelho das coisas que nos são reais apenas pelo simples facto que as vemos como as vemos e sobre elas nos interrogamos. ES o nosso outro eu que nos ensina tantas coisas que parece ser apenas coisas banais, mas que no fundo e na profundidade de cada imagem e interrogações é que nasce esta tão grande vontade de melhorar cada ato e gesto, por mais simples que ele seja o universo esta a nos ensinando a ver como outros olhos para alem dos olhos que sempre temos. Se eu me deparo com algo novo, mas tão pouco sei sobre isso, então em mim há um querer bem maior que qualquer querer que é o da transformação, ES a mudança que vai fazer toda a diferença.
Posso me tornar o escritor de Deus, redigir os seus últimos pensamentos e mensagem para com a sua obra que a base principal somos nós, cada um de nós. Tentarei anular cada um dos meus pensamentos e deixo que todo em mim seja uma vontade maior que esta minha vontade. Redigir e reescrever o que tão mal se compreende porque foi em si, mal escrito por todos aqueles que vierem antes de mim, tentar dizer o que mal sei e escrever o que esta escondido no Coração do universo. Um mero mensageiro e profeta das coisas insondáveis e que esta convidado a por a luz do dia um todo em si adormecido por gerações e gerações que temeram errar em cada linha e parágrafo das linhas tortas da historia em si da humanidade. Que direi, pois sobre o que tão mal sei se é que o saber é apenas o principio da meta de um verbo em si ate então encoberto? Não devo pensar nem intentar sobre o que vem ate mim mesmo que seja da forma mais estranha e imaginável. Eu quero acreditar neste dia como um dia eterno aos olhos dos que um dia esperar por ele e pouco ou nada compreenderam sobre este todo que se desbrava como um palco de ondas junto da praia em que os milhares de grãos de areia são a historia de Deus aos homens e que tudo em si já esta escrito e existe antes do que se escreve. Milhões ou trilhões de grãos que o vento espalha e leva uma mensagem, ES o mensageiro, ES a vontade antes própria existência da escrita. Um redemoinho de palavras em forma de um verbo que não se anula, mas antes é antes de o ser, porque em si e por si já existe antes de se prenunciar.
Eu quem Sou? Se não me anulo nem vivo entre as coisas que se pode compreender, o verbo no pretérito mais que perfeito e que não se pode conjugar por si mesmo, mas antes se afirma no todo da sua verdadeira essência porque eterno e dura para sempre antes que todo existisse e o verbo tivesse vida própria.
                Em meio de mil interrogações o que me resta é apenas as causas em si perdidas no meio do meu proprio labirito mental, a anulação das coisas que eu me volto e quando me volto para elas , nada mais há quer a propria ensencia de um universo em constante mundança, que nós proprios fazemos e mal compreendemos quando se inicia. Não quero anular nada nem reprovar as coisas passadas, apenas quero me voltar para todo aquilo que transparece o que é construtivo e não me deixa confuzo. Se assim não fosse já mais me deixaria tentar por tudo o que é invisivel , mas que se compreende quando me debruso entre o vale das imagens que ainda não me são nitidas. Eu que ao mesmo tempo não sendo eu mesmo escrevo a forma de um todo incomprendido e que me deixa igual a todos os outros e que parece loucura no meio deste berbulhar tão rico que nem eu mesmo posso alcançar tal riquezaum tessouro escondido no mais profundo de cada um de nós. A imagem de nós mesmo quando temos um só desejo, o da mundança urgente face ao universo tão vasto que nossos olhos conteplam e mal compreendem. Uma mera estrela entre o ceu nocturno para alem do infinito a mestura de uma mente alargada e que analiza cada grao de areia que a luz que igualo a de uma estrela entre tantas estrelas nos obriga a esta refleção. O inicio de tudo em todos nós, o inicio de um todo em todos nós. A palavra que é o que ela mesmo proipria diz ser , mas que ao mesmo tempo se anula e logo veem as mil questões. Como por explo: es me aqui... ES me sempre aqui, porque sempre aqui estive e nunca me reprovei porque antes de existir já estava escrito sobre a minha e a tua pessoa.
                ES o meu reflexo que se enquadra no reflexo do universo que tento descobrir, pois se vivo no meu tempo e mal o compreendo como posso eu então interrogar o que observo sem que eu mesmo me avalie. Estou a olhar as coisas fúteis e a deixar me dominar por as coisas contrarias e que me provocam sofrimento, elas não me deixam ver claramente que eu sou. Se ficar preso ao chão e olho para o que de nenhuma coisa tem importância e se tem, só tem é porque alguém ainda mal compreende a minha natureza e me obriga a ser o que não quero ser. Meu teto e céu aberto, na imagem fútil dos erros de uma mente que me avalia por tão pouco. Tenho uma necessidade logo sofro por ela e me deparo com a falta de concentração. Um mundo vazio provoca em mim, um receio que para nada serve e leva-me a duvidar sobre as coisas mínimas neste presente momento e que não existe sem um futuro que se avizinha. A onde vivo eu agora? Em parte nenhuma, porque sou apenas um a mais e outro a menos e isto é certo, quando me subjugo ao olhar e interrogações que eu tenho por certo em si, já a resposta. Ato e vontade, ação e memória, as minhas memórias me dizem o que já sei sobre este agora que é tão curto comparado com o futuro que se constrói com cada letra e dá origem a milhares de palavras. Analisar sem ser interrogado. Já esta feita, mas o ato em si só existe no amanha em si já existem. Nada é confuso tudo é tão claro, tão transparente de tal forma que quando duvidamos sobre essa mesma transparência anulamos cada de talhe de uma verdade que faz parte do grupo de todas as verdades. Não sei o que é verdade, mas tenho em mim uma certeza que quando analiso todas as coisas que me são visíveis, eu mesmo construo dentro de mim a própria verdade que me deixa satisfeito e passo para a meta seguinte. É como se um mais um fosse sempre dois. É como se todo o que esperto de mim é parte de mim e assim vivo na conformidade deste meu corpo que a principal fonte de o meu conhecimento é a verdade que se manifesta em cada segundo e me trás respostas.
                Não se pode ter a duvida sempre presente, apenas devemos ter a certeza que todo que existe é conhecimento. A nossa mente que é também um labirinto em forma de prateleiras, alberga um cem numero de informações, ES a capacidade de entender e discernir um sim e um não. Um sim que pode ser para qualquer coisa, assim como um não pode ser do mesmo modo para um sim. Porque sim ou não é o mesmo que uma verdade para cada pessoa. Eu digo sim ao que os outros podem dizer não, porem o meu sim é meu porque acredito que ele tem em si um propósito de existir e se esse não para grande maioria das pessoas tem esse mesmo objetivo, logo nada se anula, mas antes tudo se renova. Já que o meu tempo só pode ser o meu tempo, eu vivo preso a ele, por ele eu vou tendo a real percepção que quando eu compreendo o meu tempo, logo eu me compreendo a mim mesmo. Se o meu tempo é curto, para a grande maioria das pessoas, para mim é logo comparado com a vida que abunda em mim, pois no meio das coisas simples eu compreendo que o tempo é meu mestre e me dá a noção exata para chegar a onde ele me deseja levar. E a onde é que ele me leva? Me leva ate ao coração do universo, lugar que ele mesmo quer que um dia eu habite, pois a minha vida é uma viagem, que é movida pela palavra sagrada. Afinal somos um livro aberto perante o Altíssimo, é Ele que escreve sobre cada um de nós, escreve o que somos ou porque vivemos e também como vivemos. Se para os outros eu vivo de forma estranha e penso de forma confusa, só posso dizer que: eu sou assim, porque Deus me fez assim. Acreditem, ninguém pode compreender a mente de Deus, nem por em causa os seus mistérios, afinal todos somos parte do Seu mistério que esta confinada para um dia que só Ele pode dar a compreender se assim também o quiser.


 miguel westerberg - ipubi - pernambuco - brasil

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