Toda a minha
vida foi uma viagem. Já me perdi milhares de vezes e me tornei a reencontrar,
nos mesmos lugares que antes me eram estranhos. Atualmente estou a viver no
estado de Pernambuco numa pequena cidade por nome de Ipubi, porem dei a esta
cidade o nome de Paraíso Perdido.
Mas se fizer
uma regressão de tempo de mais ou menos dois meses atrás, eu me encontrava na
cidade de São Paulo a viver no centro, precisamente no bairro da Sé e trabalhar
na Rua 25 de março como segurança, pelo período de um ano que dei por nome de
prega-tório. Enfim, a minha vida se resume a isto mesmo, entre o céu, o
prega-tório e o inferno.
Em toda minha
vida sempre ouvira dizer que somos nós que fazemos as escolhas e que de terminamos
a onde realmente queremos estar ou ir. Eu porem já penso o contrario e penso
que digo isto por alguma experiência própria. Se a vida é à força de uma
vontade própria ou de um acaso, então posso dizer que a minha tem menos acasos
e mais atos de predestinação. Sinto como se uma força maior me levasse para
onde eu menos desejo ir e outras vezes me desse algum repouso quando me leva de
volta para os lugares que eu também um dia amei e queria voltar como é caso
agora. Tem um porem, que nada é prefeito e se a perfeição existisse então eu
poderia dizer que me encontro atualmente no paraíso e não no Paraíso Perdido.
Reconheço que,
para afirmar tal fato, terei que viver em plena harmonia com a terra, e com o
povo, que é a regra numero um. Existe outro porem, que me é difícil fugir da
solidão, melhor dizendo, estou sempre só. Uma pessoa que já viajou por tantos
lugares, que já conheceu milhares de pessoas, no fim acaba por reconhecer que
esta condenado a estar só ate ao fim da sua vida. Não importa a onde você
esteja e se tem alguém que vos queira ajudar, uma coisa você ira entender que a
solidão que falo é nada mais do que a sua própria solidão interior. Você
compreendera que tudo discerne, mas já mais será discernido pelos outros. Um
amigo meu que se empenhou a me ajudar, me diz constantemente, que eu posso entender
das coisas transcendentais, porem o que toca as coisas terrenas, só ele me pode
dar as coordenadas certas. Ele vive a vida da melhor forma possível,
aproveitando o lado materialista e crescendo com ele.
Avaliem isto e
vejam com os vossos próprios olhos, ou melhor, tentem entender como é grande a
minha solidão, pois todos os dias a minha vida é uma pagina nova que eu abro
para compreensão da humanidade e do universo. Não é que eu dite as regras da
vida, ela porem me deu uma natureza diferente que me faz constantemente pensar
sobre tudo e todos. Então vocês poderiam dizer que sou um filosofo ou um
sonhador, mas eu vos eu digo que se a humanidade parar de pensar, o nosso mundo
perdera o que melhor tem: o sonho que comanda a vida. O pensamento esta ligado
aos nossos sonhos, eles não se separam, eles vivem interligados, acreditem são
um só. Analiso e chego a uma conclusão que o século 21 se apresenta de uma
forma intrínseca, a humanidade atravessa um período negro da sua historia,
período esse que chamo de perda de identidade. Olho para o mundo globalizado e
reparo que a grande maioria dos jovens de hoje não tem um propósito sobre a
vida e pouco ou nada tendem a idealizar sobre a construção de um novo mundo.
Felizmente
poderei dizer que não foi tarde o meu despertar, levei quarenta anos para
apreender que é urgente despertar deste longo sono que cada um de nós atravessa
atualmente. Hoje sei que tudo que devo, só devo a minha persistência pela
procura das respostas envolta de tantas duvidas. As minhas idas e vindas, os
altos e baixos que tenho passado os sonhos que tive e que continuou a ter e são
parte desta imensa sabedoria que deixo para vós todos. Acreditem se um dia eu
tivesse oportunidade de voltar no tempo me seria difícil de escolher um
determinado ano ou dia, todos os anos da minha vida me foram importantes de tal
modo que uma viaje no tempo faria anular todo meu saber e felicidade. Houve
anos pelos quais passei que me foram difíceis, mas todos eles são a chave da
porta em que atual me encontro. Hoje, no lugar que chamo de paraíso perdido, me
assentei para redigir os meus pensamentos e quão grandes são eles. Atualmente o
universo me deu essa tão grande oportunidade que é de poder me sentar por horas
a fim e reescrever e tornar a reescrever cada um dos meus pensamentos os quais
anteriormente eram apenas sonhos que muita gente dizia serem impossíveis de se
realizarem. Alguém poderá dizer: você ficou rico no sentido material? Não. Mas
eu posso afirmar que tenho o que realmente preciso para continuar a sonhar e
apreender com o universo que sempre esta em constante expansão. A chave de
algumas das mais importantes respostas, respostas essas que podem ser a base
para a construção de uma nova forma de pensamento, que eu chamo de pensamento
global.
Sei que vim de
uma família desestruturada, uma família pobre, mas foi agraciado com um dom que
é de acreditar que o nosso universo tem muito mais para nos oferecer, tornei-me
pai quando tinha 25 anos e todo o que quis para o meu filho e tudo que eu quero
para todos. Que todos tenham conhecimento de causa e compreendam o realmente
quer dizer justiça. Se as palavras se resumirem apenas ao que lemos, nada mais
será do que palavras fúteis e sem sentido. Por isso para se compreender
qualquer coisa, temos que compreender que sem conhecermos a raiz da arvore do
conhecimento de nada nos vai servir e olhai que ela se esconde no ceio da
terra. Analisando isto ao pormenor, vemos nitidamente que a grande maioria das
respostas estão escondidas e que para conseguir por elas a luz do dia é
importante que cada um de nós cave bem fundo ate conseguir compreender o que
realmente deu origem e é ai que esta a chave de todo conhecimento.
Façamos então
uma viagem no tempo, uma viagem para lá de tudo que pode ser ainda tão mal compreendido,
uma viagem ao seio da terra, no dia que Deus criou todas as coisas e entre elas
arvore da sabedoria a qual a humanidade se sentiu tentado e por ela se
entregou. Imaginemo-la como uma arvore comum e se isso nós o fizermos, vai
criar em nós um descontentamento profundo que de é saber que a arvore da vida,
nada mais era do que uma simples arvore. Então nasce uma interrogação e essa
mesma interrogação que me leva a compreender que foi o que fez com que nos
humanos nos debatêssemos com o simples fato de ela ser tão especial para com
Aquele que nos criou e ao mesmo tempo tão insignificante para nós humanos. Isto
por certo em causa a nossa forma de visualizar o universo que ate então era tão
diferente do universo que atualmente vivemos. Alguém poderá dizer: então a desobediência
dos homens teve apenas um só fundamento, que foi o de se ter interrogado? Não
posso afirmar tal coisa, mas posso tentar compreender que cada vez que um ser
humano se interroga nasce à vontade de se ir bem mais longe do que tudo aquilo
que os nossos olhos nos estão apenas a ver. Uma arvore apenas, igual a tantas
arvores, mas que esta arvore tinha um porem que era arvore que tinha um nome
diferente das outras arvores que estava em volta dela. Arvore da vida, ou
melhor, dizendo arvore da sabedoria do bem e do mal. Aqui esta uma possível
interrogação para nós homens, sim, uma palavra nova, o Mal. O que é mal? Se o
ser humano nunca tinha experimentado tal coisa nem sabia o que queria dizer,
logo ele entende que tinha também uma coisa que era comum a do seu Criador, o
reflexo da Sua Própria imagem e algo muito mais profundo que é a Voz. Se
observarmos os animais, chegaremos a um inteiro consenso que é em sim já
sabido, que só nós produzimos sons e que esses mesmo sons imitem palavras.
Entre elas o de nos interrogarmos. Logo e como os filósofos dizem: ”penso logo
existo”. E foi aqui que a humanidade se debateu pela primeira vez consigo
mesmo:
Quando se
interroga a si mesmo e diz: - Quem sou eu?... Haverá porventura algo mais profundo do que
esta questão? O eu. Se analisarmos uma palavra que se diz constantemente em
latim: “alter ego” e que quer dizer “o outro eu”, poderemos compreender melhor
o que levou o ser humano a se interrogar sobre a primeira questão, “quem sou
eu?”. Em resumo o alter ego define bem o comportamento que levou a humanidade a
se exprimir sobre o seu Eu e que na verdade nada mais era do que “o outro eu”
que estava como adormecido dentro do primeiro ser humano.
Isto nos leva
a pensar sobre cada um de nós, pois existe em cada um de nós uma vontade de
conhecimento próprio e leva nos acreditar que sendo nós também imagem Daquele
que nos criou também essa mesma forma de criação já foi em si posta em nós. Por
esse mesmo motivo o ser humano tende a se interrogar e através dessas mesmas as
interrogações, ele especula sobre tudo o que os seus olhos enxergar e mais que
involuntariamente ele tende a criar também. Mas afinal o que é realmente o
“alter ego”? Ou melhor, dizendo na língua corrente: o outro eu? Estou
convencido que o outro eu, nada mais é do que o nosso verdadeiro eu, o que faz
com que cada um nós seja em si diferente. Iguais numa imagem humana, porem
diferente na forma de se ver ou avaliar o universo que nos rodeia, por isso nos
debatemos com as diferentes culturas em si existentes.
Neste universo
que habitamos há em cada ser humano uma forma de ver o mundo que nos parece
paralelo a outros universos que cada um em si acredita existir, o meu e o dos
outros... O teu universo que pode ser um pouco parecido com o meu, porque em
tudo isto a também um reflexo de uma imagem que desconhecemos e se constrói
sempre que para ela nós olhamos. Cada reflexo é a construção de uma nova forma
de pensamento que dá origem a uma nova civilização. Neste limiar e inicio de
seculo em que uma nova forma de se fazer as coisas estão em andamento, cada um
de nós tem como dever de fazer subremergir uma maior vontade do que aquela que
tem existido. Vontade para algo graciosíssimo, se nós falta algo acredito que
podemos encontrar nesse mesmo espelho das coisas que nos são reais apenas pelo
simples facto que as vemos como as vemos e sobre elas nos interrogamos. ES o
nosso outro eu que nos ensina tantas coisas que parece ser apenas coisas
banais, mas que no fundo e na profundidade de cada imagem e interrogações é que
nasce esta tão grande vontade de melhorar cada ato e gesto, por mais simples
que ele seja o universo esta a nos ensinando a ver como outros olhos para alem
dos olhos que sempre temos. Se eu me deparo com algo novo, mas tão pouco sei
sobre isso, então em mim há um querer bem maior que qualquer querer que é o da
transformação, ES a mudança que vai fazer toda a diferença.
Posso me
tornar o escritor de Deus, redigir os seus últimos pensamentos e mensagem para
com a sua obra que a base principal somos nós, cada um de nós. Tentarei anular
cada um dos meus pensamentos e deixo que todo em mim seja uma vontade maior que
esta minha vontade. Redigir e reescrever o que tão mal se compreende porque foi
em si, mal escrito por todos aqueles que vierem antes de mim, tentar dizer o
que mal sei e escrever o que esta escondido no Coração do universo. Um mero
mensageiro e profeta das coisas insondáveis e que esta convidado a por a luz do
dia um todo em si adormecido por gerações e gerações que temeram errar em cada
linha e parágrafo das linhas tortas da historia em si da humanidade. Que direi,
pois sobre o que tão mal sei se é que o saber é apenas o principio da meta de
um verbo em si ate então encoberto? Não devo pensar nem intentar sobre o que
vem ate mim mesmo que seja da forma mais estranha e imaginável. Eu quero
acreditar neste dia como um dia eterno aos olhos dos que um dia esperar por ele
e pouco ou nada compreenderam sobre este todo que se desbrava como um palco de
ondas junto da praia em que os milhares de grãos de areia são a historia de
Deus aos homens e que tudo em si já esta escrito e existe antes do que se
escreve. Milhões ou trilhões de grãos que o vento espalha e leva uma mensagem,
ES o mensageiro, ES a vontade antes própria existência da escrita. Um
redemoinho de palavras em forma de um verbo que não se anula, mas antes é antes
de o ser, porque em si e por si já existe antes de se prenunciar.
Eu quem Sou?
Se não me anulo nem vivo entre as coisas que se pode compreender, o verbo no
pretérito mais que perfeito e que não se pode conjugar por si mesmo, mas antes
se afirma no todo da sua verdadeira essência porque eterno e dura para sempre
antes que todo existisse e o verbo tivesse vida própria.
Em
meio de mil interrogações o que me resta é apenas as causas em si perdidas no
meio do meu proprio labirito mental, a anulação das coisas que eu me volto e
quando me volto para elas , nada mais há quer a propria ensencia de um universo
em constante mundança, que nós proprios fazemos e mal compreendemos quando se
inicia. Não quero anular nada nem reprovar as coisas passadas, apenas quero me
voltar para todo aquilo que transparece o que é construtivo e não me deixa
confuzo. Se assim não fosse já mais me deixaria tentar por tudo o que é
invisivel , mas que se compreende quando me debruso entre o vale das imagens
que ainda não me são nitidas. Eu que ao mesmo tempo não sendo eu mesmo escrevo
a forma de um todo incomprendido e que me deixa igual a todos os outros e que
parece loucura no meio deste berbulhar tão rico que nem eu mesmo posso alcançar
tal riquezaum tessouro escondido no mais profundo de cada um de nós. A imagem
de nós mesmo quando temos um só desejo, o da mundança urgente face ao universo
tão vasto que nossos olhos conteplam e mal compreendem. Uma mera estrela entre
o ceu nocturno para alem do infinito a mestura de uma mente alargada e que
analiza cada grao de areia que a luz que igualo a de uma estrela entre tantas
estrelas nos obriga a esta refleção. O inicio de tudo em todos nós, o inicio de
um todo em todos nós. A palavra que é o que ela mesmo proipria diz ser , mas
que ao mesmo tempo se anula e logo veem as mil questões. Como por explo: es me
aqui... ES me sempre aqui, porque sempre aqui estive e nunca me reprovei porque
antes de existir já estava escrito sobre a minha e a tua pessoa.
ES
o meu reflexo que se enquadra no reflexo do universo que tento descobrir, pois
se vivo no meu tempo e mal o compreendo como posso eu então interrogar o que
observo sem que eu mesmo me avalie. Estou a olhar as coisas fúteis e a deixar
me dominar por as coisas contrarias e que me provocam sofrimento, elas não me
deixam ver claramente que eu sou. Se ficar preso ao chão e olho para o que de
nenhuma coisa tem importância e se tem, só tem é porque alguém ainda mal
compreende a minha natureza e me obriga a ser o que não quero ser. Meu teto e
céu aberto, na imagem fútil dos erros de uma mente que me avalia por tão pouco.
Tenho uma necessidade logo sofro por ela e me deparo com a falta de concentração.
Um mundo vazio provoca em mim, um receio que para nada serve e leva-me a
duvidar sobre as coisas mínimas neste presente momento e que não existe sem um
futuro que se avizinha. A onde vivo eu agora? Em parte nenhuma, porque sou
apenas um a mais e outro a menos e isto é certo, quando me subjugo ao olhar e
interrogações que eu tenho por certo em si, já a resposta. Ato e vontade, ação
e memória, as minhas memórias me dizem o que já sei sobre este agora que é tão
curto comparado com o futuro que se constrói com cada letra e dá origem a
milhares de palavras. Analisar sem ser interrogado. Já esta feita, mas o ato em
si só existe no amanha em si já existem. Nada é confuso tudo é tão claro, tão
transparente de tal forma que quando duvidamos sobre essa mesma transparência
anulamos cada de talhe de uma verdade que faz parte do grupo de todas as
verdades. Não sei o que é verdade, mas tenho em mim uma certeza que quando
analiso todas as coisas que me são visíveis, eu mesmo construo dentro de mim a
própria verdade que me deixa satisfeito e passo para a meta seguinte. É como se
um mais um fosse sempre dois. É como se todo o que esperto de mim é parte de
mim e assim vivo na conformidade deste meu corpo que a principal fonte de o meu
conhecimento é a verdade que se manifesta em cada segundo e me trás respostas.
Não
se pode ter a duvida sempre presente, apenas devemos ter a certeza que todo que
existe é conhecimento. A nossa mente que é também um labirinto em forma de
prateleiras, alberga um cem numero de informações, ES a capacidade de entender
e discernir um sim e um não. Um sim que pode ser para qualquer coisa, assim
como um não pode ser do mesmo modo para um sim. Porque sim ou não é o mesmo que
uma verdade para cada pessoa. Eu digo sim ao que os outros podem dizer não,
porem o meu sim é meu porque acredito que ele tem em si um propósito de existir
e se esse não para grande maioria das pessoas tem esse mesmo objetivo, logo
nada se anula, mas antes tudo se renova. Já que o meu tempo só pode ser o meu
tempo, eu vivo preso a ele, por ele eu vou tendo a real percepção que quando eu
compreendo o meu tempo, logo eu me compreendo a mim mesmo. Se o meu tempo é
curto, para a grande maioria das pessoas, para mim é logo comparado com a vida
que abunda em mim, pois no meio das coisas simples eu compreendo que o tempo é
meu mestre e me dá a noção exata para chegar a onde ele me deseja levar. E a
onde é que ele me leva? Me leva ate ao coração do universo, lugar que ele mesmo
quer que um dia eu habite, pois a minha vida é uma viagem, que é movida pela
palavra sagrada. Afinal somos um livro aberto perante o Altíssimo, é Ele que
escreve sobre cada um de nós, escreve o que somos ou porque vivemos e também
como vivemos. Se para os outros eu vivo de forma estranha e penso de forma confusa,
só posso dizer que: eu sou assim, porque Deus me fez assim. Acreditem, ninguém
pode compreender a mente de Deus, nem por em causa os seus mistérios, afinal
todos somos parte do Seu mistério que esta confinada para um dia que só Ele
pode dar a compreender se assim também o quiser.

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