Nós homens somos feitos de uma massa imaleável, seguindo padrões impostos por uma sociedade corruptamente formada. Durante toda a nossa vida escondemos a nossa verdadeira identidade, mostrando ao mundo um lado inexistente, que seja aceito. Ainda vivemos numa era que a palavra tabu esta sempre evidencia nas nossas vidas. Não podemos ser nós mesmos, nem podemos dizer livremente o que pensamos, um homem tem que manter a sua postura, ser macho, ser bruto, ser juiz mesmo que tenha que julgar sem causa. Pobre do homem que escreve um poema, que canta ou dança numa praça. É crime ter sentimentos e expressa-los em público, pois podemos ser tachados de loucos. Se isso serve de consolo, com o tempo que perdemos na tentativa de sermos quem não somos, aprendemos a perceber que o orgulho e os preconceitos nada mais são do que ignorância em não saber lidar com o desconhecido; aprendemos que, apesar das diferenças, somos constituídos da mesma matéria orgânica, o que nos torna IGUAIS!
Segunda-feira, Setembro 28, 2009
Galeria e livraria Campos - chiado - lisboa
MEMÓRIAS
miguel westerberg
Quarta-feira, Julho 15, 2009
CAFÉ A BRASILEIRA - CHIADO - LISBOA
PINTURA ACRILICA DE MIGUEL WESTERBERG
Segunda-feira, Julho 06, 2009
casal nordestino - ipubi - pernambuco
Domingo, Junho 07, 2009
M. WESTESTERBERG
CAFÉ A BRASILEIRA - LISBOA
ARTE GLOBAL
Alma de poeta
PAGINAS QUE P TEMPO RASGA - Livro 2008
em lisboa na ler de vagar
são paulo - brasil
PARIS
ARTE - MIGUEL WESTERBERG
Revista Vero - SP - Brasil - Miguel Westerberg 2006
Quinta-feira, Junho 04, 2009
BRASIL - BAHIA
Quarta-feira, Junho 03, 2009
indicado como um dos melhores ARTISTAS
miguel westerberg
casal nordestino - IPUBI - BRASIL
indicado como um dos melhores
miguel westerberg
Quarta-feira, Dezembro 03, 2008
Sexta-feira, Novembro 28, 2008
Quarta-feira, Novembro 26, 2008
Sábado, Novembro 22, 2008
Terça-feira, Novembro 18, 2008
Quarta-feira, Outubro 15, 2008
NET CIDADE APRESENTA - MIGUEL WESTERBERG

A NET é a maior operadora de televisão por assinatura da América Latina, com base no número de assinantes e de lares conectados, oferece para as agências e anunciantes a oportunidade de inserção comercial regional tanto em seus canais próprios (NET Cidade) como nos internacionais, entre eles, Sony, Warner e outros.
Para a NET os canais NET Cidade atuam como uma poderosa ferramenta de comunicação com o assinante, divulgando informações, promoções exclusivas e destaques da programação da TV por assinatura, além de dicas para o maior aproveitamento do serviço de Internet Banda Larga.
Terça-feira, Setembro 16, 2008
By Miguel Westerberg
Terça-feira, Agosto 26, 2008
Fotos do Brasil - 2008
Se esteve no nordeste,.... isso já não sei, mas um dia destes vou perguntar a um nordestino e quem sabe ele tenha alguma resposta...ok.
Pronto como não sei o que escrever mais... me despeço na esperança de retornar com mais fotos e palavras sem graça... ei me ia esquecer ... UM FORTE ABRAÇO PARA TODOS OS MEUS BONS E VELHOS AMIGOS .
Sábado, Agosto 23, 2008
Brasil - 2008
Terça-feira, Agosto 12, 2008
BRASIL - AMIGOS E FAMILIARES - IPUBI
grande amiga de ipubi
-
BRASIL - PERNAMBUCO - SERRA BRANCA - IPUBI
brasil - 2008
Quarta-feira, Junho 25, 2008
Cidade do Porto - Portugal
Cidade do Porto - Portugal
PORTO - PORTUGAL
RIBEIRA - PORTO - PORTUGAL
interior do predio q vivi em 1974 - riberia
interior do predio q vivi em 1974 - riberia
mesmo lugar mas em 1974 - eu com meu avó
foi aqui que vivi com minha mãe e meus irmãos em 1974
na ribeira do porto - casa aonde morei quando tinha apenas 2 anos= com meus sobrinhos filhos de cristina migueis =
"Devido às más condições financeiras, sua mãe é obrigada a viver na zona da Ribeira no Porto, ocupando apenas um cômodo de um prédio demasiado úmido e velho, onde viviam cerca de aproximadamente 20 famílias, que dividiam um banheiro coletivo e sem chuveiro, fato que levava os quatro irmãos a utilizarem-se da janela existente no quarto para despejar suas necessidades fisiológicas, já que a mesma era de frente para o rio Douro. A essa altura, pela primeira vez, recebe a visita do seu avô paterno, Valentin Westerberg, que veio da Suécia para conhecer seus netos. Dois meses depois Miguel Westerberg, acaba por vir a sofrer, em parte, todas essas pressões, contraindo uma forte pneumonia, que o a deixou hospitalizado por um período aproximado de dois anos no hospital do Monte da Virgem, localizado na Vila Nova de Gaia. Após sua recuperação, sua mãe decide regressar a Lisboa com seus filhos".
Cidade do Porto - Portugal
Terça-feira, Junho 17, 2008
DESENHOS E PINTURAS DE MIGUEL WESTERBERG
Segunda-feira, Junho 16, 2008
GRANDES AMIGOS
Quinta-feira, Dezembro 06, 2007
Veja meu Slide Show!
Quarta-feira, Novembro 14, 2007
ANNA VEIGA
Segunda-feira, Junho 05, 2006
VIDA E OBRA DO PINTOR MIGUEL WESTERBERG
miguel westerberg com seu avô - 1972Na pintura encontrou uma forma de retratar as desigualdades do mundo a sua volta, bem como de expor o oculto, o abstrato e o misticismo existente na particularidade de cada ser, quer seja ele um simples objeto, paisagem ou pessoa retratada, pois o seu principal intuito foi sempre definir o indefinido e encontrar explicações para o que sempre fora julgado inexplicável pela maioria das pessoas, por isso, é relativamente visível nas suas obras um misto de paradoxos e metamorfoses.
Miguel Ângelo Pimenta Migueis Einar Westerberg nasceu em 31 dezembro de 1972, às 23h33min, véspera de ano novo. Sua mãe deu-lhe o nome Miguel Ângelo com o propósito de homenagear o famoso pintor italiano Michelangelo Buonarrot, se opondo a vontade do pai de Miguel Westerberg, Fred Eiver Westerberg [Sverige], que queria dá lhe o nome de Valentin Einar Westerberg, seu avô. Contudo, prevalece à vontade da sua mãe, Maria Antonieta Pimenta Migueis, filha de nobres, que vêm a perder em parte o seu patrimônio em 5 de outubro de 1910 com a queda da monarquia Portuguesa. Parte dos bens passa a pertencer ao estado republicano e a outra parte é dividida pelo resto da família. A concentração da maior parte fica nas mãos do avô – Mario Rodrigues Miguéis – que acaba por desperdiçar em viagens pela Europa, com o intuito de visitar as ruínas da segunda grande guerra mundial. Regressa a Portugal dois anos mais tarde, após ter se filiado ao partido comunista francês e, por aderir a suas idéias, extremamente proibidas pela ditadura de Oliveira Salazar, é obrigado a exilar-se na França por um certo tempo. Por não chegar ao conhecimento da PIDE, que ele já se encontrava fora do país, perseguem um indivíduo que é confundido com ele e o mesmo é barbaramente assassinado, pondo um fim à sua perseguição. Anos mais tarde volta a residir definitivamente em Portugal, casa-se e tem duas filhas, passando ai a dedicar os últimos anos de sua vida a pintura Naif apenas como um hobby. Sua filha mais velha, Maria AntonietaPimenta Migueis, por motivos de conflitos com o pai, decide sair de casa aos 16 anos e, devido às dificuldades que vem a enfrentar, é obrigada a se prostituir para sobreviver. Passa a freqüentar bares alternos junto ao cais de Matosinhos – Porto, onde conhece alguns marinheiros. Entre eles o sueco Fred Eiver Westerberg, cujo pai também tem uma grande aptidão para pintura, escultura e poesia.
Vindo ao mundo em uma época bastante conturbada, quando o país ainda se encontrava sob o domínio de uma ditadura fascista, que forçou uma grande parte da população a viver em condições existenciais sob humanas, acaba por enfrentar, juntamente com seus irmãos, as fortes dessa conseqüências desse período. Em 25 de abril 1974, o regime de Marcelo Caetano é derrubado pelas forças armadas e ele é deportado para o Brasil, onde veio a falecer em exílio. Em Portugal surgem novas idéias políticas, que geram reformas constitucionais e põe fim à guerra de Ultramar, que dá inicio a descolonização e independência a Angola, Moçambique, Guiné-bissau, Timor, São Tomé e Príncipe, dentre outras, causando receios de rebelião devido ao colonialismo que durou aproximadamente 500 anos. O país passa a enfrentar a sua maior crise, fazendo com que os colonos luso-africanos, sejam obrigados a imigrar para um país que até então pouco ou nada lhes dizia respeito. Devido às más condições financeiras, sua mãe é obrigada a viver na zona da Ribeira no Porto, ocupando apenas um cômodo de um prédio demasiado úmido e velho, onde viviam cerca de aproximadamente 20 famílias, que dividiam um banheiro coletivo e sem chuveiro, fato que levava os quatro irmãos a utilizarem-se da janela existente no quarto para despejar suas necessidades fisiológicas, já que a mesma era de frente para o rio Douro. A essa altura, pela primeira vez, recebe a visita do seu avô paterno, Valentin Einar Westerberg, que veio da Suécia - Gotenborg, para conhecer seus netos. Dois meses depois Miguel Westerberg, acaba por vir a sofrer, em parte, todas essas pressões, contraindo uma forte pneumonia, que o a deixou hospitalizado por um período aproximado de dois anos no hospital do Monte da Virgem, localizado na Vila Nova de Gaia. Após sua recuperação, sua mãe decide regressar a Lisboa com seus filhos.
A continuação desse relato será descrito pelo próprio Miguel Westerberg, em uma das cartas enviada a um amigo.
“Caro amigo em continuação da carta que te enviei,
Lembras de quando te falei sobre a minha passagem pela Mitra em Lisboa? Então, vou te contar por escrito da melhor forma possível, pois na verdade não me lembro muito bem como fui parar lá, apenas sei o que o meu querido irmão Henrique me contou, sim, que a minha mãe nos tinha deixada numa pensão em Lisboa, enquanto ia “ganhar a vida” e como éramos muito pequenos, cada um se virava como podia. Normalmente era o Carlos Henrique que tomava conta de nós, mas já deves estar a imaginar como é uma criança de 10 anos a tomar conta de outras três: eu, a Mariana e a Tânia. Certa altura as pessoas da pensão decidiram que não estavam para agüentar tal coisa e chamaram a policia enquanto a minha mãe estava fora. Depois disso fomos levados para a Mitra, creio que por volta do ano de 1976. A minha mãe ainda nos tentou tirar de lá, mas foi tudo em vão, pois a vida que ela levava, de acordo com as autoridades, era uma vida que não dava estabilidade a uma família, devido à prostituição a qual se submetia para nos sustentar. Foi por esse motivo que ali fomos parar e hoje pela manhã me veio à mente alguns dos momentos vividos naquela instituição. Uma das primeiras coisas que me recordo é de que dormíamos todos em um grande dormitório, meninos de um lado e meninas do outro. Para ir ao quarto de banho tinha que passar por um corredor no qual havia no chão um pavimento em vidro e numa certa noite, enquanto me encaminhava para o dito quarto de banho, ao passar por esse mesmo pavimento, reparei que um dos vidros estava quebrado; senti uma certa curiosidade e acredita, antes não tivesse espreitado, pois durante anos afim essa mesma visão me perseguiu. O que vi foi nada mais nada menus do que um morto dentro de um caixão e ao seu lado uma viúva que o velava com prantos e lagrimas. A partir desse dia nunca mais fui o mesmo e a noite eu preferia urinar na cama a ir ao quarto de banho. Isso passou a me ocorrer até aos 15 anos e por mais que alguém tentasse me acordasse durante a noite, eu não conseguia evitar.

Tinha também alunos muito agressivos e o pior deles era o Zarolho, que adorava lançar pedras nas nossas cabeças. Certa altura, já adulto, fui a Mitra e dei de cara com ele. Estava tão mudado que só o reconheci por causa da expressão do seu olhar. Não lhe disse nada, pois senti certo receio em fazê-lo. Acho que ele estava a trabalhar por lá, não estou bem certo disso. À noite, antes de irmos nos deitar, havia uma sala onde todos ficavam forçadamente sentados, de frente para televisão, sem poder falar ou rir. De todas as coisas absurdas que passei na minha vida, está foi sem duvida a pior, pois quem abrisse a boca para falar ou rir ficava de castigo. O castigo era bem duro: ficar de joelhos virado contra a parede e o pior de tudo era que, quem tomava conta de nós eram os rapazes mais velhos, que faziam questão de abusar dos mais novos.
Passei por muitas outras experiências dolorosas e alucinantes, que nem é conveniente relembrar, mas tive experiências positivas também. Foi nesse mesmo orfanato, que tive meu primeiro contato com a arte, acho que por volta dos oito anos de idade. Esse contato se deu em uma verificação de nível de conhecimentos adquiridos pelas crianças, onde o intuito da assistente social era medir a capacidade artística de um determinado grupo de alunos, no qual eu estava inserido. Com uma quantidade de argila, pude retratar uma imagem tridimensional de um elefante, que dias antes tinha visto em uma visita que fiz com meu avô paterno ao jardim zoológico, causando desde então a primeira expressão de espanto diante dos meus colegas ao constatarem a perfeição do meu trabalho. Também me recordo, com um misto de pesar e alívio, do dia que meu irmão foge do orfanato, por volta de 1979 e passa a residir no Colégio da Oficina de S. José no Porto.
Termino assim esta carta e espero que, através desse relato venhas a conhecer e entender um pouco mais sobre a minha maneira de ser e ver o mundo por vários ângulos e perspectivas diferentes.
Uma vez por ano o seu avô paterno o visitava e, em uma dessas visitas o levou ao zoológico, fato esse que o inspirou a moldar um elefante em argila e fazer o seu primeiro trabalho artístico. Quando o seu avô decide tira-lo do orfanato e leva-lo para morar com ele na Suécia, sofre um ataque cardíaco dentro de um táxi, já em Lisboa, por estar demasiadamente emocionado com a perspectiva de poder vir a ter o seu neto consigo. Anos mais tarde Miguel Westerberg toma conhecimento desse fato através do seu pai, que devido a sua profissão e ao alcoolismo, torna-se um pai extremamente ausente. O pouco contato que mantinham era através de cartões postais enviados ao filho de onde quer que se encontrasse ou então sempre que lhe era possível vir a Portugal. Em 1981 com idade de 15 anos, seu irmão Carlos Henrique, apesar de ser menor, toma a iniciativa de retornar à Mitra levando consigo o pai de Miguel Westerberg, a fim de transferi-lo para a Oficina de São José na cidade do Porto, onde ele já vivia. Ao chegarem ao colégio enfrenta a resistência do padre Alberto Assunção Tavares, diretor da instituição em ficar com ele por não ter sido devidamente informado da sua transferência com antecedência. O caso é levado ao tribunal de menores do Porto e por fim o padre se responsabiliza pela sua tutela até que viesse a completar seus 18 anos. Na Oficina de São José passa a viver uma nova experiência de vida, que não foi menos traumática, principalmente nos dois primeiros anos, quando vem a sofrer algumas agressões por parte das gangues do bairro da escola nº. 65 e do próprio irmão, que devido à falta de paciência em ter que lhe ensinar como se vestir e comportar-se, o agredia constantemente. Isso o leva a refugiar-se nos desenhos como uma forma de não ter que encarar a dura realidade em que fora submetido e desencadeia a falta de interesse pelos estudos. Passa, a partir dai, a dedicar-se quase que totalmente aos seus desenhos e, mais tarde, descobre o prazer de se pintar uma tela. De acordo com os próprios relatos de Miguel Westerberg, os dias na oficina de São José eram desta forma:
Acordamos por volta das sete horas da manha, o monitor que estava de serviço batia palmas e passava por cada quarto mandando-nos levantar. Fazíamos a nossa toalete e nos vestíamos para irmos tomar o café da manha, mas antes tínhamos que ir de dois em dois a carpintaria pegar um cesto de lenha para o fogão da casinha.Entravamos no refeitório e comíamos um pedaço de regueifa e café com leite. Depois alguns iam a escola, localizada fora do colégio, outros tinham que fazer limpeza, varrer os corredores e banheiros e os demais tinham que ir para a encadernação, tipografia ou carpintaria. Eu normalmente ia para a encadernação durante toda a manhã para dobrar folhas ou alcear cadernos para fazer blocos de recibos. As vezes chegavam livros para encadernar e dentre eles, toneladas de diários da republica, que só de ver dava desespero e vontade de chorar, pois tínhamos que coser os livros a portuguesa ou a francesa por horas a fio. Por volta do meio dia o seu Joaquim tocava o sino e todos nós, em fila indiana, entravamos no refeitório para almoçarmos. Após o almoço, alguns iam para a escola e os outros para os postos de trabalho.
Como a escola era fora do co légio saiamos sempre em grupo, pois os outros alunos dessa mesma escola eram muito rebeldes e adoravam implicar conosco. Isso me causava medo e raiva por ter que sempre procurar uma forma de fugir deles para evitar confrontos. Eram os rapazes das fontainhas e da rua escura. Com o passar dos anos eles me deixaram em paz debaixo de muitas lutas e sacrifícios, mas voltando a rotina do colégio, como o jantar era às oito horas, tínhamos que ir para a sala de estudo das 18 ate as 20 horas e só de pois quando sino tocava, sairmos para jantar. Os monitores não suportavam conversas nos horários de refeição, porque fazíamos muito barulho. Quando isso acontecia nos colocavam de castigo por aproximadamente duas horas sem podermos falar. Se nos comportássemos devidamente íamos para o recreio até as 22 h, retornávamos a sala de estudo onde ficávamos até as 23 h e só depois é que íamos descansar.
Sem duvida tive uma boa experiência na oficina São José do Porto, que contribuiu para a formação da minha personalidade e me marcou profundamente, devido às amizades que fiz durante esse período. Até hoje mantenho contato com alguns deles:
............................................
Importa referir: que a “Oficina de S. José” foi criada em 1882 pelo Padre. Sebastião Leite de Vasconcelos, sacerdote nascido na freguesia da Sé e ordenado sacerdote na Sé do Porto. Com o nome original de Oficinas de S. José, destinava-se esta instituição de caridade a recolher menores pobres ou abandonados, normalmente do ambiente local. O trabalho e a cultura religiosa constituíam valências importantes do programa de formação, que justificava a existência das oficinas e da Capela contígua. Tendo sido nomeado Bispo de Beja, o Pe. Sebastião Leite de Vasconcelos entregou a Instituição à Diocese do Porto, a qual tem dados suficientes para testemunhar a qualidade e dedicação de quantos se têm dedicado à formação de sucessivas gerações de utentes, que por sua vez reconhecem geralmente que a Oficina de S. José os preparou para a vida familiar, social e profissional. E reconhece-se que uma instituição que nasceu com carácter assistencial, no séc. XIX, está a cumprir hoje uma função também correccional, aceitando receber crianças, adolescentes ou jovens ate aos 18 anos.
Em torno dos 14 anos, juntamente com os seus colegas de ciclo, participaram de um Concurso Ambiental feito pela Comunidade Economica Européia e Miguel Westerberg ganhou o seu primeiro premio. No ano seguinte conclui o sexto ano e ao iniciar o sétimo abandona a escolar para trabalhar como expediente na Firma Cotinho LTDA por apenas um mês, pois precisou ir urgentemente à Alemanha com o propósito de encontrar-se com seu pai, que acabara de fazer um tratamento de desintoxicação na Turquia e casara-se com a bailarina e pintora alemã, Anna Drink. Um mês depois regressa a Portugal, ao colégio e começa a trabalhar em Vila Nova Gaia, no Centro Paroquial Santa Marinha na ATL e jardim da infância, por um período de um ano e meio. Trabalho esse que lhe trouxe demasiado bem estar e realização pessoal, bem como auto-progresso, devido ao contato com crianças extremamente carentes que ali estudavam. Paralelamente se propõe a fazer um curso de artes plásticas na Cooperativa Árvore no Porto, mas nem se quer vem a concluí-lo, pois sente dificuldades de socializar-se em ambientes formais e fechados.
Werner Brockstieger, professor catedrático, lhe ensina o idioma inglês e desperta nele o gosto pela leitura. A partir daí ele consegue desenvolver as suas capacidades intelectuais e culturais com muito mais empenho e maior desenvoltura, principalmente no campo das artes. Torna-se autodidata, aprende o espanhol e um pouco de francês. Se aprofunda na literatura e arte francesa, em especial a do século XIX e XX.
Grande parte da construção do seu conhecimento se deu informalmente, através do gosto pelas biografias dos grandes mestres conceituados, tais como Claude Monet, Vincent Van Gogh, Munch, Modigliani, Picasso, Pollock, dentre outros e da leitura de tudo que se referisse a obra de escritores e filósofos como Jean-Paul Sartre, Albert Camus, Marx, Freud, Fernando Pessoa, Jorge Amado, Eça de Queiroz e Emile Zola por estar relacionado com a corrente impressionista. Freqüentemente também mantinha diálogos com intelectuais em vários cafés.
Durante esse mesmo período viajou diversas vezes com o intuito de aperfeiçoar sua arte. No seu regresso a Portugal passa mais uma vez por Paris e dias depois se dirige a capital espanhola, com o propósito de contemplar grandes obras dos pintores espanhóis: Picasso, Dali, Miro dentre outros, tais como Velásquez e Grego. Já em Portugal retorna a casa da sua irmã Cristina, tomando conhecimento que seu cunhado Carlos encontrava-se trabalhando na Argélia, onde permaneceu por um período de sete meses e devido a conflitos religiosos naquela nação foi forçado a regressar.
Após o regresso definitivo do seu cunhado, por razões de incompatibilidade que se tornaram ainda mais freqüentes, decide deixar a casa da irmã e se sujeita a viver com os companheiros de trabalho em uma obra, que não lhes oferecia as mínimas condições de vida. Nesse mesmo ano é convocado pelas forças armadas Portuguesa para apresentar-se a uma inspeção, da qual vem a saber mais tarde por carta, que ficou apto, mas passou a reserva territorial devido a excesso de contingente. Por um período compreendido entre os 18 e 20 anos, Miguel Westerberg passou uma das piores fases da sua vida, pois não conseguia se entender com as irmãs e por essa razão teve que se sujeitar a um trabalho onde se sentia explorado. Isso lhe desencadeou uma grande depressão, que o levou a tentar suicídio. Depois de tantos dissabores retornou, mais uma vez, a casa da sua irmã, onde conheceu através deles, uma denominação evangélica da qual se tornou membro.
No final do ano de 1993 concorreu a uma vaga no ministério da educação, visando uma estabilidade financeira, o que lhe era muito difícil devido à falta de um currículo que lhe desse melhores oportunidades, principalmente no campo das artes, o que lhe foi possível somente no dia 24 de setembro de 1994, ao fazer sua primeira exposição com 20 aquarelas no Centro Sócio-Cultural de Ermesinde – Valongo, na qual vendeu 12 das obras expostas. Apesar de ter havido pouca divulgação, a exposição surpreendeu.
Ouve uma grande adesão e foi considerada uma das melhores até então feitas naquele espaço. Vindo até mesmo a ser publicada no Jornal de Ermesinde - Regional. Devido à convocação para se apresentar ao ministério da educação em Alvalade – Lisboa, aonde assumiu o posto de guarda noturno, Miguel Westerberg não pode estar presente à sua primeira grande exposição.
UM SONHO ADIADO
Em Lisboa, passa a viver no Vale da Amoreira - Barreiro, juntamente com uma comunidade de africanos de Guiné-bissau e Angola, tendo que se deslocar de ônibus, barco e metrô para chegar ao seu trabalho.
Certo dia, por ter que atravessar a cidade, acaba encontrando um grupo de artistas plasticos ao cruzar a Rua Augusta. Dentre eles o Telmo e a Vera Alexandra Carriche Monteiro, com quem vem a noivar mais tarde. Meses depois, adoece e é submetido a uma cirurgia de pneumotórax espontâneo, no hospital São José de Lisboa e fica impossibilitado de trabalhar por dois meses. Contrai matrimonio com Vera Monteiro no dia 21 de outubro de 1995 e passa a residir em Queluz – Sintra, na Avenida Miguel Bombarda em residência própria, que adquire com a ajuda da sua esposa. No ano seguinte recebe a notícia da morte do seu irmão, aos 28 anos após contrair AIDS.
Dia 16 de julho de 1997, nasce seu filho, o qual recebe o nome de João Baptista Monteiro Westerberg. Um ano depois o menino é internado por motivos de saúde – insuficiência renal – e é submetido a uma cirurgia bem sucedida que o leva a recuperar-se.
Nesse meio tempo faz sua segunda exposição de pintura com trabalhos de pastel a óleo e carvão no Restaurante de Comida Macrobiótica, situado na zona do Saldanha – Lisboa. No verão de 1999 vai com a família para o norte do país, passar férias na casa da sua irmã Cristina Migueis, quando, com muito pesar, recebe um telefonema no qual sua madrasta o notifica da morte do seu querido pai, que faleceu na cidade de Paris em uma sessão de Quimioterapia. No mês de dezembro, em meio às festividades de final de ano, participa de uma exposição coletiva de natal na Escola Voz do Operário no bairro da Graça. Dias depois chega o tão esperado “ano 2000”, trazendo consigo novas perspectivas para um outro século. No dia 10 de maio de 2000 participa do Concurso de Idéias “Vencer a Sida – prevenção nas diferentes culturas”, promovido pela Associação de Jovens Promotores da Amadora Saudável, no âmbito do plano de atividade de luta contra a AIDS, onde se destaca por ficar em primeiro lugar e receber o primeiro premio.
Com o intuito de aperfeiçoar suas técnicas, Miguel Westerberg faz um curso de pintura na escola UITI – no Chiado – Lisboa, pelo mão mestre e Comendador - Silva Vieira, onde conheceu a pintora Luisinha e a pintora-poetiza Ana Paula Veiga a qual se tornou uma das suas melhores amiga e admiradora do seu trabalho até hoje. No ano de 2001 viaja para o Brasil com sua família onde ficam três dias em São Paulo e depois partem para visitar seu amigo Salvy em Goiânia – Goiás durante um período de um mês. Ao regressar a Portugal concorre a XI Bienal Internacional de Arte Vila Nova de Cerveira 18.08 com uma pintura, mas não é selecionado. Meses depois faz uma exposição de pinturas em Aquarelas no estilo abstrato, no Largo do Saldanha em Lisboa, precisamente entre o período de10. 09 a 30.10.
Certo dia, no metro de Lisboa, conhece a advogada Lena Coelho ao fazer um esboço de uma pintura que lhe chama a atenção. Ela, por sua vez, apresenta-lhe a bailarina Lisa C. Passam a ter contato freqüente com Miguel Westerberg e o inspiram a fazer uma de suas mais belas pinturas: “Café A Brasileiro”. É no restaurante Italiano no bairro do Chiado, entre o mês de outubro e novembro, que faz uma exposição e perde sete das suas obras, devido à falência do proprietário. Dentre elas, um dos mais belos retratos expressivos do seu filho João.
No final do ano de 2002, conhece o seu João Eduardo Campos, que o convida a fazer uma exposição em sua Galeria e Livraria Campos. Por ser um homem bastante culto, dentro do campo da literatura e das artes, ele cativa Miguel Westerberg de tal forma, que o mesmo passa a freqüentar sua galeria no intuito de absorver um pouco mais de conhecimento. Tornam-se assim bons amigos, apesar da diferença de idade entre ambos e, segundo M. West, porque o Sr. João Eduardo Campos é, sem duvida, uma das personagens mais carismáticas, que já conheceu.
Ele até o compara a Vollard, por ter tido a oportunidade de conhecer e apoiar, ao longo da sua vida, bons artistas plásticos, escultores, poetas e escritores. Também é um homem rico em conhecimento devido às muitas viagens que fez pelo mundo a fora, fato que o leva a solidificar cada vez mais a amizade.
Precisamente no 11 de maio conhece João Carlos e ele o convida a expor na sua Galeria e Agência Fotográfica, onde também faz um curso de operador de vídeo, que o habilita a filmar casamentos, batizados e outros eventos culturais. João Paulo é uma pessoa mística e esse seu misticismo despertou Miguel Westerberg para compreensão da pintura surrealista, adquirindo assim, uma nova tendência para suas pinturas. As conversas, geralmente voltadas para o lado transcendental, lhe levaram a inclinar-se um pouco mais para o ocultismo. Reencarnação, pontos de chácara e tudo quanto se interligava ao misticismo, passaram a ser peças fundamentas para complementação das suas obras. A sua amizade se fez tão fundamental para Miguel Westerberg, que até hoje compartilham suas idéias através de cartas.
O FIM DO SONHO
Algum tempo depois, a convite de um amigo, expõe no átrio de entrada da Faculdade de Letras de Lisboa, juntamente com Vera monteiro. Nesse mesmo ano desentende-se com um amigo e com a Vera Monteiro, fato que o leva a sair de casa e divorciar-se. Passa assim a viver em Martim Muniz, no Largo do Terreirinho nº. 12 –1 esquerdo, no centro de Lisboa. Nessa mesma época, reencontra a Lisa, apaixona-se por ela e vivem um romance.

largo do terreirinho - lisboa
João Valério, um estudante de psicologia e proprietário da galeria Artifama, que se torna seu amigo no momento em que constata o quanto se identificam. Fato que os leva a compartilharem idéias afins sobre diferentes assuntos ligados a psicanálise e artes plásticas, dentre muitos outros temas. Vive uma experiência única e enriquecedora, que contribui com o seu desenvolvimento pessoal e o ajuda, gradativamente, a se restabelecer. João Valério se torna o seu mentor no campo da psicanálise e Miguel Westerberg o retribui com os seus conhecimentos artísticos. Mutuamente ambos trocam diversas experiências, que os tornam cada vez mais amigos.
Através dele, faz duas exposições coletivas na Galeria Artifama, juntamente com vários pintores, dentre eles: Eduardo Henrique, José Neto, Ana Paula Veiga, seus grandes amigos, Michael Barret, Góis Pina, Manuela Pinheiro, José Pádua, [Israel West], pseudônimo que Miguel Westerberg usava) entre outros. Após um ano de altos e baixos, no dia 03 de dezembro de 2004 o seu divórcio finalmente sai, mas também traz consigo algumas conseqüências nada agradáveis, pois é através dele que perde todos os seus bens e, por determinação judicial, a tutela do seu filho fica a guarda e cuidados da mãe. É impressionante como a mesma coisa que lhe devolve a “liberdade”, lhe aprisiona dentro de suas conseqüências catastróficas! O mesmo amor que outrora contribuiu para construção de uma possível vida estável acabou por destruiu todas as suas esperanças e expectativas de um futuro que julgava ser seguro. Mais uma vez pode contar com a sensibilidade de João Valério, que ao pressentir a desolação do amigo, o convida para passar o fim de ano, juntamente com outros colegas, em sua casa de campo, localizada em Gondramaz, arredores de Coimbra, onde também comemoram o 32º aniversário de Miguel Westerberg, descrito pelo próprio João Valério da seguinte forma:
"Sete pessoas e um bebe juntas durante três noites e quatro dias neste sitio isolado no cimo do monte. Um virado para a psicologia, outro para a física, outra para os números, outra para o design, outro para as contas, outra para a informática, outro pintor e outro que ainda tem de decidir o que vai ser quando crescer. Mas que grande mistura. No entanto foram dias excelentes quanto a mim. Se procuramos paz este sitio é o ideal. Apesar de regresso à civilização algo de lá permanece comigo. Ainda existem sítios em que podemos só pensar no que nos rodeia, essencialmente porque o que existe permanece estático e se algo muda é a nossa vontade. Ao som de Interpol, National Bank, Kent e outros, assim viajamos em memórias e sensações. Bem, Kent então é que marcou a madrugada de um de Janeiro/2005. Esse CD deu tudo que tinha a dar. Acho que agora só deve conseguir tocar três faixas. “Burn, Money Burn”. Os bons momentos voltam a nós. "

No principio do mês de agosto, como uma forma de se despedir da Europa, faz uma viagem a Paris, onde fica por uma semana na casa de seu amigo Olivier Martin, na Rua Lepic 78. Lá procura reviver momentos que marcaram a sua juventude e principio do aprendizado dos seus conhecimentos que muito contribuiu para o seu amadurecimento artístico e pessoal. Regressa a Portugal e através da Galeria Século XVII, cuja proprietária é a dona Adelaide Valerio, mãe de João Valério, é convidado a expor duas das suas pinturas em uma exposição coletiva no hotel Roma em Lisboa. Antes de terminar o ano, no dia 5 de dezembro de 2005, tira férias do trabalho para visitar a sua irmã Cristina Migueis e seus sobrinhos em Ermesinde – Porto. Reencontra a irmã Mariana Migueis, os quatro filhos e toda a família se reúnem para festejarem o ano novo. Antes da meia noite pega uma garrafa de champanhe e vai com a sua sobrinha Tânia Cunha ao centro da cidade do Porto para assistirem à queima de fogos de artifício na Avenida dos Aliados. Celebram assim, juntamente com a passagem de ano, o seu 33º aniversário.
O RENASCER
O ano de 2006 surge e com ele a esperança de uma nova vida começa a se concretizar. Retorna então a Lisboa, pede afastamento do trabalho durante o período de um ano, despede-se dos seus amigos e, finalmente, no dia 27 de janeiro, viaja com destino a São Paulo – Brasil .
PERIODO VERDE E AMARELO
Visita o Edifício Altino Arantes, ícone da cidade de São Paulo, que oferece um grande atrativo a população paulistana e a seus turistas. A Torre Banespa, devido à vista panorâmica de 360º, de onde se pode avistar até 40 km de distancia, fato que modifica a visão de Miguel Westerberg com relação ao Brasil, pois pela primeira vez conseguiu compreender a dimensão e riqueza do país.
O que o leva a mudar sua paleta, dando uma tonalidade de verde e amarelo as suas próximas obras. Através da internete cria um blog com a finalidade de se iniciar um novo movimento artístico, que recebe o nome de “Movimento Artístico Os Globalistas”, no qual os primeiros artigos apresentados são os seguintes:
Aos poucos Miguel Westerberg, se inseriu em vários eventos artísticos promovidos por associações relacionadas a cultura. É convidado pela Suzana Jardim para assistir a publicação do 29º exemplar do jornal PNOB, que saiu no dia 10/03/06 na casa das rosas, na avenida Paulista, 37:...São 14 horas da tarde em S. Paulo, o tempo é a ameno, pois uma leve brisa rasga por entre as fachadas dos velhos prédios. Lá embaixo há uma azáfama constante dos que vem e vão para partes incertas. É como se o mundo todo procurasse algo e esse algo, muitas vezes, lhes encapassem por entre os dedos. Às vezes sinto que, inconscientemente, eu mesmo me vejo em situação similar, quando algo me escapa e me leva a questionar o sentido desse paradoxo inconstante. Poderia descrever mil e uma coisas que em boa parte acabo por ignorar, sim, deixar escapar entre as minhas mãos, mas quando desperto a tempo, consigo tirar proveito delas para edificar a mim e aos demais que anseiam por despertar.
Talvez o meu despertar instantâneo ocorra pelo simples fato de ser artista plástico e estar atento a tudo que me cerca. Foi este conjunto de pensamentos e ideais, que me levou a escrever, pela primeira vez, para este jornal PNOB a convite da Suzana Jardim. Para nós artista a vida é um todo que se interliga e quando, por alguma razão, esse todo não faz sentido é ai que nós intervimos através da escrita, num poema, numa pintura sobre tela, numa escultura, na expressão de qualquer ator ou até mesmo nas letras de uma musica. Ontem, tal como hoje, posso dizer que tudo que sei é devido aos mesmos, eles são os meus mestres e eu o discípulo, embora algumas vezes os papeis se invertam. Escrevo isto porque tenho em mente que a verdade não esta apenas com um só individuo, mas ela é aparte integrante de um todo, que todos fazemos parte e é por essa razão que a minha verdade só se completa quando uma outra verdade se interliga e cria em si uma sintonia perfeita.
O jornal (PNOB) que quer dizer: “Pensar Não Basta” sente-se assim na obrigação de dar a conhecer aos leitores e interessados um pouco de um todo que constantemente nos passa ao lado.
Um forte e cordial abraço.
MIGUEL WESTERBERG - S. Paulo, 14 de março de 2006.
Nesse mesmo evento, com sua esposa, faz contacto com vários artistas, dentre eles,TELES ANDRÉ, Patricia Hessel, Marcos Nakasone, Douglas Leitão, Renato Amisy, entre outros. Expõe duas de suas obras “ Serenata e Ap 205” no café Adriane no centro de Diadema, em frente a sua residência. Participa pela segunda vez da publicação da 30º edição do JORNAL PNOB, desta vez com um desenho seu no dia 10.03.06 no qual também é divulgado o seu blog.
EXPOSIÇÃO PERTINENTE
A convite do artista plástico e amigo André Teles, participa da primeira Exposição Pertinente, realizada no dia 28 de abril de 2006, ao meio dia, na av. Paulista. Artistas do cenário contemporâneo, moderno e underground, reunem-se para a maior exposição coletiva dos últimos tempos. Artistas plásticos, escultores, fotógrafos, poetas, músicos e pensadores reunem-se no Parque Trianon na Avenida Paulista em São Paulo. Cada artista, com sua obra de arte, “passeia” formando uma Exposição Viva, vestindo Folha de Jornal como Parangolés! As obras foram expostas ao público passante com intervenções nas faixas de pedestres e nos corredores centrais das Avenidas. Com o objetivo de ter o reconhecimento do talento artístico de cada “expositor”, recriando a arte de valor, arte como moeda de mercado e como meio de ofício e renda.
Essa foi à oportunidade de conhecerem as obras e os artistas presentes, e assim, darem voz à Arte Multifacetada Brasileira. Para melhor reconhecimento do público presente, Sebastião Maria, artista plástico, sugeriu que cada um fosse identificado por um “PARANGOLÉ”, distribuído para cada artista no Trianon. O Parangolé tem como propósito “incorporação do corpo na obra e da obra no corpo” afirmou Hélio Oiticica. Uma folha de jornal foi utilizada pelo evento, “o participante virou a obra ao vesti-la, ultrapassando a distância entre eles, superando o próprio conceito da arte” H.O. A participação de cada artista foi voluntária e esta ação foi sugerida por André Teles artista plástico e motivada por Suzana Jardim editora do Fanzine PNOB, que criou o movimento cultural do zazaísmo. Releitura secular do dadaísmo, ao invés de negar o pensamento, “reconhece o pensamento e suas formas de expressão!”.
“É um momento de semear uma nova conduta para esta geração de virada de milênio; coletivizando as ações, realizando o somamos“. Afirma, Suzana Jardim.
O evento repercutiu em todo o Brasil através das redes de televisão Globo e Cultura, assim também como no jornal O Estadão do dia 27 e 28 de abril de 2006.
Três dias depois, quando tudo parecia tranqüilo, Miguel Westerberg é acometido por uma forte crise de apendicite, que o leva a ficar internado no Hospital Municipal de Diadema (HMD) durante sete dias. Retorna para casa, mas devido a uma infecção é forçado a fazer uma drenagem e permanece com a cirurgia aberta por vários dias. Finalmente se recupera e tem alta definitiva. Em uma noite bastante conturbada, devido as dores que sentia, levanta-se da cama, vai até a janela da sua sala e qual não é a sua surpresa quando se depara com cenas chocantes: ônibus em chamas, policiais a revistar cidadãos na calçada das lojas e um clamor latente se expressa no rostos dos que passavam. Amanhece o dia e as noticias começam a revelar o caos vivido por todo o estado de São Paulo, devido a rebelião de penitenciários pertencentes ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
O ESTADO DE SÃO PAULO
Ataques e rebeliões continuam. Guerra do PCC já faz 72 mortos. Dois dias após ter sido deflagrada a maior onda de ataques do crime organizado já registrada no Brasil, o governo de São Paulo não havia conseguido controlar a violência. Até o início da noite de ontem foram registrados 113 ataques - atribuídos ao Primeiro Comando da Capital (PCC) - a policiais, delegacias, quartéis, prisões. O número de mortos chegou a 72, sendo 35 policiais, 3 civis, 19 bandidos e 15 presos. Nos presídios, a situação também se agravou. No sábado foram registradas 24 rebeliões, sem registro de mortos. Ontem, presos se amotinaram em 69 dos 105 presídios do Estado. Também houve tumulto em unidades da Febem nas zonas norte e leste de São Paulo, durante visita do Dias das Mães. No segundo dia de violência, a polícia partiu para o contra-ataque e, segundo números oficiais, 19 bandidos foram mortos em 24 horas. Sessenta suspeitos de participar dos crimes foram presos. O chefe do PCC, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, havia feito duas exigências para acabar com as ações no Estado: a liberação de visita aos presos no Dia das Mães e a entrada de 60 televisores em presídios para que os detentos pudessem assistir aos jogos da Copa.
O maior estado do Brasil para completamente e os cidadãos de bem passam a viver presos dentro das suas casas até que a situação é parcialmente controlada.
COLETIVAS VERDE E AMARELO
O mês de maio de 2006 chega ao fim e exatamente no dia 28, Miguel Westerberg volta à ativa e participa de mais uma exposição coletiva em Embu das Artes com os artistas André teles, Sandra Parma, Mendell, Marcos Nakazone e os demais que fazem parte do movimento zazaista. As obras expostas foram: rosto feminino cubista, cinco da manha em São Paulo e formas trigonométricas. As duas ultimas também participaram do concurso VI Universo Feminino. Alem das pinturas expostas o evento prestigiou poetas, músicos e escultores, que encantaram o publico com suas obras. Para finalizar os zazaistas deram uma palestra sobre arte, ressaltando a importância de se preservar a arte indígena. Abaixo segue em ordem cronológica os demais eventos que o pintor Miguel Westerberg participou em São Paulo até o mês de outubro de 2006.
O Esporte através da Arte
De 04 a 29 de Julho, a convite de Norma Amaral, Miguel Westerberg expõe no Alphaville Tênis Clube em uma coletiva que teve o desporto como tema principal devido à copa do mundo. Juntamente com ele participaram os seguintes pintores: Giuseppe Ranzini, Yesa Nancy, Cliuton Jr. Chris Burdelis e muitos outros. O evento foi publicado na revista VERO de Alphaville e no jornal da TV cultura.Brasil.
Nesta sua 6 edição, a Mostra de Arte de Diadema recebeu 375 inscrições, num total de 750 obras inscritas. Cada área artística - Artes Plásticas, dança, desenho de humor e quadrinhos, fotografia, musica, poesia e conto, teatro, vídeo - contou com uma comissão organizadora formada por assessores e agentes da secretaria de cultura e representantes dos artistas da cidade, indicados pelo fórum municipal de Cultura, e desde o primeiro momento colaboraram na concepção e organização do evento.
A título de estímulo aos participantes, desde 2003 a Mostra incorpora o Prêmio Cultural Plínio Marcos, que agracia os três melhores artistas e obras em cada uma das oito categorias. As premiações são resultados da análise estética feita por oito comissões julgadoras, formados por artistas e críticos de renome, especializados em cada categoria. Cada corpo de jurados realizará também, em encontros com os artistas locais, uma apreciação crítica do conjunto dos trabalhos participantes, aberta a todos os interessados. Assim, artistas e público poderão ter acesso não apenas à produção artística da cidade como também à reflexão crítica e estética sobre essa produção. A mostra de ARTE DE DIADEMA tem sido, nestes seis anos, a principal ação de difusão cultural da cidade de voltada aos artistas locais. Seu objetivo maior é oferecer um painel amplo, diversificado e atual da produção artística em Diadema. nesse sentido, sempre buscou ser o mais inclusiva possível, estando aberta não só aos artistas residentes, mas também àqueles que mantêm vínculo artístico e cultural com o município. Em 2006 ampliamos os dias de apresentações da Mostra em diversas categorias, para que a seleção dos trabalhos participantes pudesse ser ainda mais abrangente.
A cerimônia de premiação e encerramento ocorre entre 07 de julho a 11 de agosto.
Boa sorte a todos os participantes.
Exposição Fisk
Ao fazer esta exposição de pintura, me predispus e pensei cada tela como penso naquele que um dia a vai observar. Sabe, eu poderia ter feito uma exposição só de trabalhos abstratos, mas cheguei a uma conclusão: existe uma vontade no ser humano de poder ver algo ainda visível, isto é, formas clássicas..., algo que tenha um rosto, uma casa ou ruas e ate mesmo animais, porque este é o nosso mundo e ele deve conter cada um destes temas. Assim nasceu esta exposição, feita com carinho para um povo que anseia tantas coisas boas e que ama a vida em todas as vertentes. Quem esteve presente pode sentir algo muito típico do Brasil, tais como as cores, o verde e amarelo que se interligam com o ocre, a cor da terra, porque o Brasil é isto mesmo: o “pulmão” do mundo! Logo o meu primeiro dever e respeito foi para estas três cores..., quem sabe um dia as gerações futuras poderão olhar para cada uma destas telas e dizer: houve um dia uma geração de artistas, que descreveu o Brasil tal como ele sempre foi..., verde e amarelo com cheiro de terra. Uma obra de arte não nasce de um dia para outro..., leva o seu tempo, às vezes meses, anos e outras vezes só é compreendida séculos depois por outras gerações, as que viveram depois de nós. Por isso, quando se esta perante uma tela ou qualquer obra de arte é preciso sentir o tempo que estamos a viver. Eu chamo isto de viver a historia e senti-la com nostalgia, porque a historia é feita de pequenas historias..., as das nossas vidas.
Esta é a minha historia, dos quais todos vós quando participantes poderão um dia dizer: eu estive ali, falei sorri e senti o tempo, que será um dia eterno, tanto para vós como para aos vossos filhos, netos e ate mesmo bisnetos, porque a arte pela arte tem este poder, de fazer despertar certas emoções, que são o elo que liga o passado ao presente e o presente ao futuro para ele se transforme em algo enriquecedor. Arte pela arte, ou retorno dos ismos, poderia ser este o titulo da exposição, mas deixo para cada um de vós uma sugestão independente, já que cada indivíduo carrega dentro de si um elo que o interliga com arte. A Arte de sorrir, de amar, ou de estar presente em situações difíceis, enfim um sem numero de artes que tem a ver com arte de sentir. Mas esta é arte que vos deixo, arte de pintar uma tela e através da mesma tentar despertar certas emoções. Pois elas falam quando são observadas por vós e dizem apenas o que cada um sente e anseia dizer. Sendo assim, nesta exposição de pintura acrílica retrato o mudo tal como ele hoje se apresenta, o meu mundo, que é também vosso, onde as linhas simbolizam estradas ou caminhos, os traços, as sombras e a cor é vida que nos cerca. Nesta exposição é possível ver dois estilos completamente diferentes, mas que se interligam: o estilo clássico e o abstrato, que fiz com o propósito de interligar uma geração a outra geração, a contemporânea e a global.
A contemporânea que muitas vezes esta ainda fechada no circulo do que é visível as formas clássicas, mas a nova geração a global, apenas necessita de uma arte que os transporte ao mundo abstrato. Foi por isso que separei os dois tempos e ao mesmo tempo os interliguei. Estou convencido que a minha idéia é apenas o resumo deste todo que a partir de agora temos que nos adaptar a uma nova era, a era global.
Miguel Westerberg - 2006-08-24
FESTA DA HISPANIDAD
Como o Fisk é uma escola de idiomas, costuma celebrar as datas comemorativas referente aos paises de língua inglesa e espanhola. Sendo assim, a convite dos coordenadores Paulo e Marisol, Miguel Westerberg participa da celebração com a doação de duas de suas obras na unidade de Taboão da Serra. Uma ao Instituto Brasileiro do Câncer (Casal Nordestino) e a outra a secretaria de Educação de São Paulo (Peixes), já que o intuito da festa é angariar fundos para instituições filantrópicas.
PALESTRA NA FACULDADE DE DIADEMA
Devido à semana da cultura do curso de Letras e Pedagogia da FAD entre os dias 09 e 13 de outubro, Miguel Westerberg é convidado a dar uma palestra abordando a repercussão da arte e seus movimentos através dos tempos.
Com a ajuda da sua esposa e utilizando uma apresentação de slides do PowerPoint, expõe no data show uma linha do tempo explicando o que é arte e o surgimento dos movimentos desde 1872 quando surge o Impressionismo, ate a era atual no qual finaliza com os primeiros passos do Movimento Globalista.
CONTINUIDADE
Este é o princípio de uma nova era, que certamente representará o surgimento de um novo movimento artístico, que gradativamente vai se solidificando em várias partes do globo terrestre.
Atualmente MIGUEL WESTERBERG reside no Brasil continua com a realização de seus projetos, que envolvem algumas exposições já realizadas, palestras sobre arte contemporânea em escolas e universidades, o aperfeiçoamento e busca de inovação para aprofundar ainda mais os seus conhecimentos, pois, de acordo com ele “O nosso presente só pode ser o repensar do passado para melhoria do futuro”.
VIDA E OBRA DO ARTISTA PLASTICO
Sábado, Março 25, 2006
GLOSSÁRIO: VIDA E OBRA DE MIGUEL WESTERBERG
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25 de abril – “Movimento dos Capitães de Abril” ou Revolução dos Cravos que pôs fim ao período salazarista com a derrubada de Marcelo Caetano. Portugal, hoje membro da Comunidade Européia.
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Fundada em 1963 por um grupo de artistas plásticos que assim concretizaram um sonho e uma ambição com o amor com que sempre se tentam os sonhos, este grupo, deu vida a uma instituição que apesar dos sobressaltos e inevitáveis incidentes de percurso se afirma hoje, com 43 anos de existência, uma Árvore com raízes bem firmes e a vastidão das suas frondes, ultrapassam de longe a ambição e o sonho dos seus fundadores. A Árvore faz parte da grande renovação cultural da cidade do Porto, da batalha de quase duas décadas contra a desertificação, o imobilismo, e envelhecimento das estruturas existentes e a insatisfação que as frustradas esperanças abertas com o fim da 2ª Guerra Mundial revelaram cruamente. A renovação de mentalidades fez-se através de uma nova geração que pouco a pouco toma as rédeas do poder cultural, lutando permanentemente contra o poder político que - cadáver adiado - teme e persegue e tenta asfixiar tudo o que lhe pareça renovo, criação, sinal de seiva.
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Carlos Henrique Pimenta Miguéis Gomes– Irmão de Miguel Westerberg . Faleceu na cidade do Porto em 1995 devido a AIDS.
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Congregação em Portugal Cristã – CCB - CONGREGAÇÃO CRISTÃ EM PORTUGAL OU CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL.
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Claude Monet – 1840-1926 fundador da escola impressionista, marco fundamental na historia da arte moderna.
O próprio nome da escola se deve a um quadro seu: Impressão do Sol Nascente.
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Cristina Pimenta Miguéis – Irmã de Miguel Westerberg que 1994 preparou a primeira exposição Ermesinde, FUNCIONARIA PUBLICA EM ERMESINDE. Casada e tem três filhos.
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Crodonilson Moreira Borges – Nascido na Guine-Bissau vai desde muito novo viver com seus país para portugal. Desde do seu primeiro contacto com Miguel Westerberg se tornam amigos inseparaveis. No ano de 1984 são batizados juntos pelo Padre Tavares no colégio da Oficina de S. José do Porto. Atualmente é goleiro no Panafiel, casado e já tem dois filhos.
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Émile Zola – Escritor francês nascido em Paris em 1840 é tido como o fundador da corrente naturalista na literatura. Escreveu Contos para Ninon, como critico de arte escreveu um ensaio sobre Eduard Manet e inúmeros artigos sobre Monet. Produziu também uma série de romances contando a saga de uma família. Dividida em 20 volumes, que fizeram enorme sucesso, a obra começava com A fortuna dos Rougon, de 1871. Germinal, narrando uma greve de mineiros, foi lançado em 1881 e é tido como sua obra-prima. Já conhecido internacionalmente, causou polêmica ao defender Alfred Dreyfuss, oficial francês de origem judaica condenado por traição. Com a carta aberta "J'accuse" (Eu acuso). Acusado de injúria e condenado a um ano de prisão, Zola fugiu para a Inglaterra e só retornou a Paris em 1900, após a absolvição de Dreyfuss. Morreu acidentalmente em sua casa, asfixiado pela fumaça de uma lareira.
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Exposição Pertinente – Parangole do Brasil – Movimento artistico criado por André Teles em conjunto com vários artista incluindo Miguel Westerberg, em protesto contra o desprezo e não aceitação da arte no Brasil, no dia 28 de abril de 2006, na av. Paulista onde participam artistas de todo cenário da arte contemporânea.
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Fred Eiver Westerberg – Marinheiro sueco, pai de Miguel Westerberg. MORREU EM PARIS NO ANO 2000.
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Guerra colonial – O último império colonial da Europa pagava caro por este título. Angola, Moçambique, Timor e Guiné estavam em guerras de libertação da matriz desde os anos 60, além do desprestígio causado pelas conquistas de Goa, Damão e Diu pela Índia. Portugal era integrante da ONU e da OTAN, mesmo assim era condenado por seus aliados, inclusive, pela sua política colonialista e ditatorial.
Em 25 de abril de 1974 com o fim da ditadura, Portugal começa o processo de descolonização.
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Hadassa Alencar – Pedagoga, professora de idiomas na Universal Languages Institute, organista, compositora .
AMIGO – Estudante de arquitetura, artista plastico, fotógrafo profissional e figurante e místico. Amigo de Miguel Westerberg desde ano de 2000. Artista plastico português que vive actualmente em Sintra, pertence ao Movimento Artístico os Globalistas – séc. XXI com um só propósito, de ser um mensageiro dentro de uma arte que aos poucos se esta a revelar, ARTE TRASCENDENTAL.
Ele trás para cada um de nós, a revelação de um plano urbano dentro da sua própria visão arquitectónica, dos quais os limites sem fronteiras, a cor sem espectro e a luz das nações aparecem dentro de uma visão muito mais ampla isto é global, como tirada do oculto.
Autodidacta desde muito cedo ELE decide entrar para arquitectura apenas com um só propósito de poder criar o inesperado. Tirando do oculto a sua própria luz e visão, dando as mesmas uma dinâmica a arte e a arquitectura, a meu bom ver, (Arte transcendental) que tem o propósito de ultrapassar fronteiras e ao mesmo tempo interiorizar cada ser humano inserido no mundo o global sem que os mesmos se esqueçam do seu lado interior.
Quem conhece este artista, consegue ver nele um certo misticismo, ele mesmo carrega sobre si quando passa uma aura de um sábio de outros tempos, já que a sua comunicação muitas das vezes nos escapa, pois o mundo da globalização na verdade esta ainda a tão alheio para com mundo transcendente, é como se uma grande maioria das pessoas estivessem adormecidas dentro delas mesmas.
Fotografia, pintura, cinema, pós produção e realização de vídeo, arquitectura e marketing, são algumas das suas prioridades, tenho por certo que este artista é uma das pedras fundamentas para este movimento, ele mesmo é um mestre entre tantos mestres, que pela forma da sua arte convida cada um de nós a repensar a história dentro de tantas histórias.
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João Baptista Westerberg – primeiro e unico filho de Miguel Angelo Westerberg, atualmente tem 10 anos e vive com sua mãe em Queluz.
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João Eduardo Campos – Dono da galeria e livraria campos, na Baixa - Chiada, em Lisboa, pessoa considerável culta e amigo de artistas Miguel Westerberg.
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João Valério Pereira – Estudante de psicologia e proprietário da galeria Artifama.
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JORNAL PNOB – Criado há três anos, por Suzana Jardim, com objetivo de divulgar um pouco de tudo sobre a arte e artistas, de forma a tirá-los do anonimato.
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Lena Coelho – Pessoa notavelmente culta dentro da área das artes plásticas, poetiza e advogada de Miguel Westerberg, quando ao seu divorçio .
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Lisa – Bailarina e formada em relações internacionais.
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Marcelo Caetano – Marcello José das Neves Alves Caetano (Lisboa, 17 de Agosto de 1906 — Rio de Janeiro, 26 de Outubro de 1980) foi o último Presidente do Conselho da Segunda República, ou seja do Estado Novo. Estadista, professor de direito, culto e historiador, licenciou-se em Direito, na Universidade de Lisboa, e doutourou-se em 1931. Ficou conhecido por ser dos raros membros do Governo de Salazar a favor duma maior liberdade de expressão e pela introdução de ligeiras mudanças, sob uma política de abertura, após a saída de Salazar. Ultimo ditador de Portugal, primeiro ministro que foi deposto pelo levantamento militar de 25 de Abril de 1974 e deportado para o Brasil, aonde veio a falecer no exílio. Escreveu varios livros.
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Maria Antonieta Pimenta Miguéis – Mãe de Miguel Angelo Westerberg.
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Mariana Pimenta Miguéis – Irmã de Miguel Westesberg, juntamente com ele e com Tânia viveram na Mitra em Lisboa, em 1994 ajuda a Cristina a preparar a primeira exposição de seu irmão. TEM HOJE QUATRO FILHOS VIVE EM ERMESINDE COM SEU ESPOSO JOSÉ REI.
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Cubismos – Foi uma revolução estética e técnica tão importante para a Arte Ocidental quanto o Renascimento. Ocorreu no período de 1907 a 1914, tendo como fundadores Pablo Picasso e Georges Braque. Iniciado dentro de um círculo muito restrito, não foi pensado como um movimento. Aos seus criadores se uniu um grupo de amigos intelectuais escritores de vanguarda. Kahnweiler abre no outono de 1907 a galeria da Rua Vignon, que será o santuário do Cubismo.
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Pablo Ruiz Picasso – Málaga, Espanha 25 de outubro 1881. Considerado um dos artistas mais famosos do seculo XX e versáteis, tendo criado milhares de trabalhos, não somente pinturas mas também fez esculturas, cerâmica, enfim, usou todos os tipos de materiais. Na fase azul 1901/1905, Picasso pintou a pobreza, a cegueira, a alienação e o desespero. Quando se apaixonou por Fernande Olivier, suas pinturas mudaram de azul para rosa, inaugurando a fase rosa 1905/1906. Trabalhava durante a noite até o amanhecer. Na fase rosa à abundância de tons de rosa e vermelho, caracterizada pela presença de acrobatas, dançarinos, arlequins, artistas de circo, o mundo do circo. No verão de 1906, durante uma estada em Andorra, sua obra entrou em uma nova fase marcada pela influência das artes gregas, ibérica e africana, era o protocubismo, o antecedente do cubismo. Picasso morreu a 8 de abril de 1973 em Mougins, França com 91 anos de idade.
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Padre Alberto Assunção Tavares – Padre e diretor da Oficina de S. José do Porto, que no ano de 1981 aceita a responsabilidade pelo tribunal do menor Miguel Angelo Westerberg, ate que completa-se a idade de 18 anos.
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Padre - Sebastião Leite de Vasconcelos - Sacerdote nascido na freguesia da Sé e ordenado sacerdote na Sé do Porto. Com o nome original de Oficina de S. José, «com carácter assistencial», para recolher menores pobres ou abandonados da região, tendo mais tarde sido entregue à Diocese. O trabalho e a cultura religiosa constituíam valências importantes do programa de formação, que justificava a existência das oficinas e da Capela existente. Tendo sido nomeado Bispo de Beja, entregou a Instituição à Diocese do Porto. Suspensão do bispo de Beja, D. Sebastião Leite de Vasconcelos. Havia fugido para Espanha, porque ameaçado de morte. Será destituído em 18 de Abril de 1911.
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PIDE – Policia Internacional e de Defesa do Estado foi criada em portugal em 22 de outubro de 1946, sendo apresentada como um organismo autónomo da policia judiciaria. Na realidade tratou-se de uma polícia política que teve como principal função a repressão de qualquer forma de oposição ao Estado Novo de Oliveira Salazar. A principal organização responsável pela polícia política do Estado Novo em Portugal, apesar de esta designação só ter vigorado oficialmente entre 1945 e 1969. Herdou a estrutura, métodos e funções da anterior polícia política, a PVDE (sigla de Polícia de Vigilância e Defesa do Estado), criada em 1933 durante a institucionalização do Estado Novo.
A função da PIDE ia muito mais além da de polícia política, sendo igualmente responsável pelo controlo de estrangeiros e fronteiras, pela informação e contra-espionagem, pelo combate ao terrorismo e pela investigação de crimes contra a segurança do estado.
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Vera Alexandra Carriche Monteiro – Ex-esposa, restauradora de arte sacra e artista plástica.
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Vincent Van Gogh – nasceu em Zundert, 30 de Março de 1853 Utrecht, 29 de Julho de 1890 foi o pintor holandês, considerado o maior de todos os tempos desde Rembrandt, apesar de durante a sua vida ter sido marginalizado pela sociedade. A sua vida foi toda ela uma tragedia,viveu com uma prostituta, foi pastor envagelico e chegado ao ponto de curtar a sua propria orelha a qual ofereceu a uma prostituta. VAN GOGH, falhou em todos os aspectos importantes para o seu mundo, em sua época. Foi incapaz de constituir família, incapaz de custear a sua própria subsistência, seu irmão Teo o sustentava ajudando como podia. Mesmo incapaz de manter contactos sociais. Vincent Van Gogh, dera o tiro a 27 de Julho d2 1890 e morreu dois dias depois a 29 de Julho de 1890. Suas muitas cartas são algo de de nos fazer tremer, a sua visão perante o mundo da epoca, ainda hoje consegue nos suprender. Em vida apenas vendeu um só quandro, contudo, hoje as suas pinturas estão em todos os museus e suas telas são as mais caras do mercado da arte. Enfim ate dá vantade de rir e churar ao mesmo tempo.
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Tânia Pimenta Miguéis Westerberg – Irmã mais nova de M. West, com a idade de nove anos é adotada e desaparece por um período de 15 anos. hoje é csada e tem um filho, vive em VILA NOVA DE GAIA.
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Werner Brockstieger – Professor catedrático Alemão, amigo de Anna Drink e Fred Eiver Westerberg.
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Valentin Einar Westerberg – Sueco de Gotenborg. Avô paterno de Miguel Westerberg, marinheiro marcante, artista plástico, escultor e poeta. Morreu em Lisboa Portugal por volta do ano 1980 de um ataque cardiaco.
Quando um artista conversa com Deus
“Deus quis o homem sonha e a obra nasce”. Meu Deus, da me um sonho para que a minha vida não seja em vão! Faz de mim teu instrumento dentro de tudo que em mim tens colocado, uma obra capaz de igualar ao teu nome, mas não deixes que venha a me enaltecer. Faz-me humilde e capaz de ser merecedor. Abre-me a porta do que se encontra ainda oculto e revela-me pelo meio da solidão um só desígnio, afim de que a minha vida passe a ter algum sentido.Não me deixes como perdido ou a deriva neste mundo. Deixa que me esconda dentro de ti e revele para a humanidade os teus sonhos e princípios. Afinal somos teus filhos, obra de tuas mãos. Tudo que fazemos, tudo que pesamos ou sonhamos é parte integrante de ti. Quando o sol vem sobre nosso rosto, tu dizes aos homens: Eis me aqui. Hoje estou só, hoje estou confuso e sinto-me como perdido dentro de mim e a única coisa que ocorre Es tu. Talvez eu não seja um de teus predestinados, talvez seja mais um entre tantos que um dia por aqui passaram sobre a terra, mas se eu sou mais um, então porque será que invoco teu nome? Sim, porque será que espero algo mais profundo do que ate hoje tem visto? Meditar, sonhar ou acreditar quando estou em silencio já que é tudo que me resta. Não posso pedir que olhes para mim, mas permite apenas que a minha vida não tenha sido em vão.
Sabes, não me conformo com um destino incerto, nem me conformo com uma vida sem sentido algum, o dom que tens posto sobre mim, obriga-me a acreditar no impossível e o que é impossível para nós humanos para ti é aquiescência. Não posso ficar em silencio nem um minuto sequer, tenho presa para viver e mais presa tenho para deixar a tua marca porque um dia também eu hei de partir.
Que dirão as gerações futuras sobre mim? Quem fui, o que fiz se é que fiz mesmo alguma coisa? Ate que não me importa de ser mais um, mas o que mais me preocupa é não ter sido nada. Tudo bem, já escrevi um livro biográfico e estou com outro em andamento. Já pintei muitas telas, esculpi, escrevi poemas, conheci alguns países e falo varias línguas. Também já tive momentos bons e maus como todo mundo, mas falta-me algo mais, talvez uma obra capaz de ultrapassar a barreira do tempo.
Miguel Westerberg - 2007-11-10 – SP /Brasil
Domingo, Março 05, 2006
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